Emprego: 4 dicas de como usar a internet

Emprego: 4 dicas de como usar a internet
Meio Ambiente Rio- 18 de outubro de 2015

“A sua candidatura a esta vaga foi concluída”, dizem os sites de empresas e recursos humanos quando você envia um currículo ao se interessar por uma posição qualquer. O que boa parte desses sites não diz é: “E além da sua, as de outras dezenas, centenas, ou até milhares de pessoas”.

Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, no mês passado havia 1,9 milhão de pessoas desocupadas nas seis principais regiões metropolitanas do país, 52,1% a mais que em 2014. Segundo o instituto, o desemprego medido pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego) ficou em 7,6% em agosto, o que representa estabilidade frente a julho (7,5%), mas uma alta de 2,5 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano passado (5%).

A internet se tornou uma ferramenta essencial para quem busca trabalho, mas especialmente em tempos de crise econômica – e competição acirrada pelos poucos postos disponíveis – é um desafio chamar a atenção de recrutadores e sair na frente de tantos outros candidatos.

“Não adianta cadastrar seu currículo em toda empresa ou site que aparece, nem ficar enviando e-mails para qualquer um com currículos anexados”, diz a consultora de carreiras Maria Candida Baumer de Azevedo, da People & Results. “Ficou mais fácil para todo mundo mandar um currículo para uma vaga, então a questão é como se destacar no meio dessa multidão.”

Confira abaixo quatro recomendações para quem quer usar a internet de maneira eficiente para buscar trabalho.

Por exemplo, se elas procuram alguém para a área comercial, pode ser que procurem por “vendas”, “vendedor” ou talvez algo mais específico.

Se não aparecerem essas palavras, ainda que o profissional tenha alguma experiência em marketing que possa ser útil para a posição anunciada, por exemplo, o currículo pode nem ser lido.

“Se eu estou precisando de um gerente ou diretor do setor farmacêutico e ter experiência na área é essencial, não me adianta receber ótimos currículos do setor de óleo e gás ou mineração”, diz Jorge Martins, gerente de divisão da empresa de recrutamento especializado Robert Half.

“Vou procurar no currículo justamente a referencia ao setor em que estou interessado. Então talvez seja interessante traçar uma estratégia em sua busca de emprego, focar nas vagas para as quais realmente tem chance porque cumpre os pré-requisitos anunciados ou em empresas nas quais você sabe que a sua experiência vai fazer a diferença.”

Alexandre Ullmann, do LinkedIn, acrescenta que, para quem fala outro idioma, pode ser interessante fazer o currículo ou perfil profissional nessa outra língua, além do português, por que às vezes algumas empresas e multinacionais fazem suas buscas por termos estrangeiros. “Isso aumenta as suas chances de ser encontrado em meio a tantos profissionais qualificados”, diz ele.

Para ela, o LinkedIn se tornou a principal rede social para contatos de trabalho, então quem está em busca de uma nova posição no mercado precisaria manter seu perfil atualizado nessa plataforma. De fato. No último ano, 3 milhões de brasileiros teriam se inscrito no site, segundo seus controladores, totalizando um total de 22 milhões de usuários no país.

“E ao contactar alguém, o ideal é nunca pedir emprego diretamente”, diz Azevedo. “Vai pegar mal se você não fala com a pessoa há três anos e escreve só para pedir trabalho. Uma alternativa é mostrar interesse pelo que ela está fazendo. Talvez marcar um almoço. Você pode sugerir soluções para um problema que ela tenha com base em sua experiência, por exemplo. Contribuir para discussões na rede com informações relevantes sobre sua área também pode ser útil se isso for visto por seus contatos. O objetivo é que as pessoas lembrem de você se souberem de uma vaga ou de uma oportunidade em algum projeto.”

Ullmann, do LinkedIn, diz que currículos com fotos passam mais credibilidade e são muito mais acessados. “Outra dica é fazer um resumo dos pontos fortes de sua formação e experiência profissional logo no início de seu perfil”, diz ele.

Para Martins, fortalecer a rede de contatos é importante principalmente para profissionais qualificados e já com alguma experiência. “Mas acho que se você está começando a carreira agora ou trabalha no operacional, o caminho é mesmo enviar currículos”, diz.

Na opinião dele, não há problema em ser direto ao contactar alguém na rede que você acha que pode lhe ajudar a conseguir um trabalho. “O ideal é que você seja franco e diga de maneira clara como vai contribuir para a empresa em que ele trabalha ou para seus projetos. Mostre como pode fazer a diferença.”

3) Cuide da imagem nas redes

Até os anos 90, quando os candidatos entregavam currículos na porta das empresas ou procuravam anúncios nos classificados de jornais, era na entrevista que um recrutador formava sua primeira impressão de um profissional.

Hoje, essa primeira impressão vem de seu perfil em redes sociais, comentários e fotos.

“Os recrutadores com certeza vão checar o que a pessoa publica, tentar entender quem ela é pelo que está nas redes e ver se isso bate com o que está no currículo. Eu mesmo já deixei de contratar algumas pessoas em função do que elas publicavam”, diz Azevedo.

Uma recomendação básica dos especialistas é checar suas configurações de privacidade, evitando que fotografias pessoais possam ser acessadas por qualquer um.

“Se a pessoa se mostra muito festeira nas redes sociais e na entrevista diz que sua vida é só trabalho, não vai colar”, diz Martins. “Também evitaria comentários sobre temas polêmicos ou que despertam paixões, como política ou futebol.”

Azevedo diz que algumas empresas e recrutadores costumam checar o perfil no LinkedIn dos candidatos, porque sabem que por essa ser uma rede aberta, tende a ser confiável. “Ter o respaldo de colegas e ex-chefes ali pode contar pontos”, diz ela.

1) Esteja ciente dos ‘filtros’ e da necessidade de ‘palavras-chave’

Você já enviou seu currículo umas cem vezes e tem a impressão que ninguém está lendo suas credenciais? Pode ser que esteja certo.

Azevedo explica que, como os recrutadores muitas vezes recebem centenas de currículos pela rede, tendem a fazer a primeira triagem por meio de filtros eletrônicos.

As empresas podem delimitar a idade, cargo, formação acadêmica e conhecimentos de idiomas dos profissionais ou fazer buscas por “palavras-chave”, que em geral estão ligadas à área de atuação ou função do profissional.

2) Use as redes sociais para ampliar contatos

Grupos de discussão específicos em redes sociais como Facebook e LinkedIn podem ser úteis porque às vezes algumas vagas são compartilhadas nesses canais. Para Azevedo, porém, permitir que o profissional expanda e fortaleça sua rede de contatos é a principal contribuição dessas redes para quem busca trabalho.

“Cerca de 60% das vagas disponíveis no mercado são preenchidas por indicação. Nem chegam a ser anunciadas”, diz a consultora. “Então é essencial que as redes sejam usadas para marcar encontros e manter contato com profissionais que você conhece ou que trabalham em áreas e lugares de seu interesse.”

4) Baixe aplicativos de busca de vagas

Alguns aplicativos já permitem o cadastro de currículos, ajudam candidatos a buscar vagas no mercado e fazem notificações quando surge uma posição que possa lhe interessar.

Alguns exemplos são o LinkedIn Job Search, criado em 2014, o Empregos (ligado a servidores do site Indeed) e o Infojobs.com.br. O site de busca de empregos Catho também tem seu aplicativo que, segundo a empresa, permitiria o acesso a 5 mil novas vagas por dia.

”Se você está na fila do banco ou eu uma dessas reuniões intermináveis do trabalho, pode aproveitar para conferir, pelo smartphone, as oportunidades que estão sendo abertas no mercado”, diz Elen Souza, consultora de carreira da Catho.

“Isso é importante porque, muitas vezes, as novas posições são preenchidas rapidamente. Quanto antes você se informar, maiores serão suas chances de conseguir um novo trabalho.”

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