O bê-á-bá Corporativo do Topo da Carreira

CEO sopa de letrinhas

O mundo dos negócios tem uma linguagem própria, principalmente no que se refere à nomenclatura de cargos dos altos executivos. As grandes organizações, independente de serem multinacionais ou não, adotam a família “C-level” (nível C, em português) para designar o primeiro escalão de chefia das empresas ou delimitar o nível hierárquico no ambiente corporativo.

Assim, todas as funções começam com a letra “C”, de “Chief” (chefe), e podem designar o presidente, o vice-presidente, o diretor financeiro, o diretor-executivo, o diretor jurídico, o de marketing, o de informática e por aí vai.

Mas e você, sabe o que significa cada uma das siglas “CEO”, “CFO”, “CMO” e “CIO”?

CEO (Chief Executive Officer) – É uma das denominações mais conhecidas. O CEO pode ser considerado o principal chefe da companhia. É responsável pelas decisões estratégicas e pelo andamento do negócio como um todo.

CFO (Chief Financial Officer) – É o responsável pelas finanças da empresa e informações aos investidores. O CFO responde por todo o controle dos recursos financeiros, seus fluxos e resultados, além de dirigir os investimentos.

CMO (Chief Marketing Officer) – É o termo que designa o responsável pelas atividades relacionadas ao marketing. O CMO desenvolve projetos de novos produtos e serviço, analisa propostas de mídia e coordena publicações.

CIO (Chief Information Officer) – É responsabilidade do CIO implantar e dirigir a manutenção dos sistemas de informação utilizados pela companhia. Ele é quem faz escolhas estratégicas sobre tecnologias e armazenamento de dados.

Maria Candida Baumer de Azevedo, sócia-diretora da consultoria People & Results, especializada em carreiras e clima organizacional, explica que o chamado C-level pode ser interpretado de duas maneiras no mercado brasileiro: como convenção e modismo.

“A primeira delas é a necessidade mundial que as empresas têm em colocar seus executivos em um mesmo patamar hierárquico e de avaliação para que eles conversem e tenham atribuições semelhantes em todos os mercados onde a empresa atua. A segunda é o puro modismo”, explica.

Ela diz que a convenção é importante para que os executivos tenham base de comparação para sua carreira em termos de desenvolvimento de trabalho e salários e também para que organizações lidem com o primeiro nível de seus executivos de maneira uniforme em vários mercados. “Acaba sendo um método de comunicação unificado para trabalhar com a complexidade das organizações e com seus concorrentes”, analisa.

Quem chega lá?
Graduação, Pós-graduação, MBA, especializações no exterior, línguas e outros atributos não são suficientes para que o executivo figure nesse seleto grupo dentro das companhias. Maria Candida afirma que um conjunto de características precisa estar aliado ao conhecimento. “Ser um visionário, ter capacidade para alianças e manter a inteligência emocional em equilíbrio são ainda mais fundamentais.”

A consultora diz que viver sob pressão, lidar com situação de crise, ser otimista e multiplicar essa habilidade aos seus colaboradores e gerenciar conflitos são características indispensáveis a esses líderes. “Nesse ambiente só figuram executivos que são espetaculares naquilo que fazem”, resume.

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